quarta-feira, fevereiro, 2018

Street Art

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O Street Art é o movimiento artístico com as maiores controvérsias de todas as modalidades de expressão manifestadas através da arte. Por quê? Bom, primeiramente porque o elemento principal das artes urbanas é a ocupação do espaço público –sua galeria- o que gera debates em relação ao caráter depredativo e, portanto, ilegal delas.

Para muitos, os limites entre o que é arte urbana e o que se pode entender como vandalismo continua na mira. Existem aqueles que respeitam e consideram as artes em toda suas formas de expressão, aceitando-as e outros que concebem essas intervenções como o rompimento da ordem e da estética urbana.

O debate atinge principalmente as questões entorno ao uso apropriado da propriedade pública. Assim, o profissionalismo do desenho se torna o protagonista.

Na era post-graffiti, a arte urbana dá importância tanto aos recursos e estilos usados, a composição e as técnicas, quanto a mensagem, o conteúdo e o efeito de comunicação visual que impacta ao redor.

Hoje os murais se tornam mais precisos, geométricos, de formas mais exatas e definidas como as regras que usa o desenho gráfico, por exemplo. O que evidencia uma clara evolução ocorrida em torno das artes urbanas.

O certo é que no movimento de arte urbana a atenção coloca-se no figurativo e representativo mais do que na escrita, como é o caso do Graffiti no qual o nome do artista -tag- é o que dá a relevância da obra.

Artistas como Keith Haring e Jean-Michel Basquiat, vanguardistas e precursores da arte urbana tinham claramente o caráter distinguível em torno ao assunto. Suas intervenções e desenhos em espaços públicos refletiam mais um cunho informativo e figurativo em sua arte do que a demarcação de seu nome.

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Jean-Michel Basquiat

O Street Art no Brasil

As práticas artísticas do movimento começarem principalmente durante a ditadura militar. Movimentos culturais como a MPB foram usados como veículo de protesto contra o governo opressor e muitos ativistas do mundo das artes mostraram seu repúdio nesta forma de expressão.

Tristan Marco, autor do livro “Graffiti Brasil” afirma que o período da ditadura militar foi crucial para o desenvolvimento do Graffiti e da Arte de Rua brasileira. Assim artistas como Alex Vallauri, e outros inspirados por ele, como Jorge Tavares e Celso Gitahy começaram a fazer stencils pela cidade.

Destacaram-se também artistas como John Howard e Rui Amaral, os quais criavam murais a mão livre usando tinta acrílica e tinta spray.

A partir dos anos 90, grandes nomes do Graffiti atual surgiram, pessoas como Onesto, Herbert Baglione, Os Gêmeos e Nunca começaram suas carreiras. Atualmente, tantos outros somam-se a lista tais como Eduardo Kobra, Alex Senna o Binho Ribeiro.

A análise e interpretação de suas obras ainda não conclui o debate sobre o uso indevido da propriedade pública pelas artes urbanas. Entretanto, muitos percebem a diferença entre arte urbana e vandalismo quando as questões técnicas são trazidas a luz. As regras de composição, as tendências de estilo, e outros aspectos do desenho gráfico utilizados em algumas arte de rua evidencia o caráter artístico das obras. Assim, percebe –se que tanto Graffiti, quanto o TAG e outras artes como o muralismo autorizado podem ser focados pela mesma lente ótica: a da Arte.

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Kobra

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Binho Ribeiro

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Alex Senna

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