terça-feira, maio, 2019

Dadaísmo

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Também conhecido apenas como Dadá, o Dadaísmo foi um movimento artístico das vanguardas europeias do século XX, com o lema: “a destruição também é criação”. Um movimento de crítica cultural, que vai além da arte, mas modelos culturais passados e presentes, as manifestações dos grupos dada eram desordenadas e pautadas pelo desejo do choque e do escândalo.


Ubu Imperator, obra de Max Ernst (1923).

Foi considerado o movimento propulsor das ideias surrealistas, de caráter ilógico e anti-racionalista, que segundo o próprio fundador do movimento, Tristan Tzara:

Dada não significa nada: Sabe-se pelos jornais que os negros Krou denominam a cauda da vaca santa: Dada. O cubo é a mãe em certa região da Itália: Dada. Um cavalo de madeira, a ama-de-leite, dupla afirmação em russo e em romeno: Dada. Sábios jornalistas viram nela uma arte para os bebês, outros jesus chamando criancinhas do dia, o retorno a primitivismo seco e barulhento, barulhento e monótono. Não se constrói a sensibilidade sobre uma palavra; toda a construção converge para a perfeição que aborrece, a ideia estagnante de um pântano dourado, relativo ao produto humano.

O movimento foi fundado por Tristan Tzara, em meados da primeira guerra mundial, junto aos artistas Hugo Ball e Hans Arp. Dessa forma, em 1916, no Cabaret Voltaire em Zurique, Suíça, um grupo de artistas refugiados, dentre escritores, pintores e poetas, reuniram-se para inaugurar uma nova manifestação de arte.


Retrato de um Doutor, obra de Francis Picabia (1935-1938)

Essa proposta de arte era irreverente e espontânea pautada na irracionalidade, na ironia, na liberdade, no absurdo e no pessimismo. O intuito principal era de chocar a burguesia da época e criticar a arte tradicionalista, a guerra e o sistema.

Foi assim que aleatoriamente foi escolhido o termo “dadaísmo”. Os artistas reunidos resolveram escolher um termo num dicionário, que de certa maneira, já indicava o caráter ilógico do movimento que surgia. Do francês, o termo “dadá” significa “cavalo de madeira”.

Nesse sentido, o dadaísmo é considerado um movimento antiartístico, uma vez que questiona a arte e busca o caótico e a imperfeição.

Os principais artistas do Dadaísmo, foram:

  • Hugo Ball
  • Marcel Duchamp
  • Hans Arp
  • Raoul Hausmann
  • Francis Picabia
  • Max Ernst
  • Man Ray

Com características únicas, como:

  • Objetos comuns do cotidiano que eram apresentados de uma nova forma e dentro de um contexto artístico;
  • Irreverência artística;
  • Combate às formas de arte institucionalizadas;
  • Crítica ao capitalismo e ao consumismo;
  • Ênfase no absurdo e nos temas e conteúdos sem lógica;
  • Uso de vários formatos de expressão (objetos do cotidiano, sons, fotografias, poesias, músicas, jornais etc.) na composição das obras de artes plásticas;
  • Forte caráter pessimista e irônico, principalmente com relação aos acontecimentos políticos do mundo.

Uma das obras mais emblemáticas do dadaísmo foi de Marcel Duchamp com “A Fonte” em 1917, um urinol apresentado como uma obra de arte assinada por “R. Mutt” e rejeitado pelo júri. A obra só foi aceita quando os avaliadores tomaram conhecimento do verdadeiro criador da escultura.

Marcel invetou o conceito de “ready-made”, onde tratava-se de objetos prontos e bais que foram esvaziados de sua função prática e recolocando fora de seus contextos habituais. Foi assim que esse conceito dessacralizou a obra de arte, levando fatores da vida cotidiana sem valor artístico para o âmbito das artes.

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