segunda-feira, fevereiro, 2016

A diversidade na Melhor Animação do 88º Oscars

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A premiação mais aguardada do cinema acontece nesta semana e não podíamos deixar de comentar a categoria mais interessante para os #WacomLovers: o prêmio de Melhor Longa Animado. Observamos aqui um pouco da categoria, atentos a alguns aspectos dos indicados, bem como seu background e processo de produção. Vamos os indicados: Divertida Mente, Anomalisa, As Memórias de Marnie, Shaun o Carneiro, e O Menino e o Mundo, dirigido pelo brasileiro Alê Abreu.

Normalmente, esta é uma das poucas categorias da premiação que apresenta diversidade e equilíbrio no reconhecimento de talentos globais e escolhas artísticas. Ao longo dos anos, vimos uma grande variedade na premiação – a tecnologia de ponta CGI venceu muitas estatuetas, mas também vimos o reconhecimento do 2D que inova em seu storytelling e aplicação de cores, dos desenhos animados feitos à mão, do stop-motion, entre tantas outras vertentes.

Oscar

Este ano não foi diferente. Na 88ª edição do Oscar, a animação traz o CGI da Pixar, em Divertida Mente, o stop-motion (de Shaun, o Carneiro e de Anomalisa), o 2D que parece colorido em giz de cera com O Menino e o Mundo e o clássico traço do Studio Ghibli em As Memórias de Marnie.

Além disso, a categoria celebra animações de diferentes partes do mundo, tirando a hegemônica carga americanizada que carrega o resto do prêmio. Entre os cinco indicados, apenas 2 são americanos (Divertida Mente e Anomalisa), acompanhados de representantes japoneses (Marnie), britânicos (Shaun) e até brasileiros (O Menino e o Mundo); deixando filmes considerados como certos de indicação (Peanuts, O Filme e O Bom Dinossauro) de fora da competição.

O Menino e o Mundo, de Alê Abreu, é distribuído pela independente nova iorquina GKIDS e representa uma disruptura na premiação, por ser a primeira animação realizada por um sul americano a ser indicado ao Academy Award. Além disso, o filme também teve um budget aproximadamente 350 vezes menor que o longa mais caro da categoria (Divertida Mente, com U$175 milhões).

O brasileiro comentou um pouco das dificuldades de produção frente ao budget e, acima de tudo, a predominância de uma indústria quase impenetrável, em seu post de agradecimento no Facebook:

“Nosso filme nasceu como um grito sincero, de liberdade, de amor, um grito político, latino-americano. Mas sobretudo um grito contra o sufoco que a grande industria cria aos potenciais artísticos, poéticos, e de linguagem da animação”

Não precisamos esconder nossa torcida, não é mesmo? Confira abaixo o trailer de O Menino e o Mundo, que conta da história de Cuca, um menino que descobre o mundo ao seu redor depois da partida de seu pai:

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